A maratona de inovação do Experimental Integrado contou com a participação da Foreducation Edtech, parceira Google, empresários da região e representantes do Departamento de Saúde.
O Experimental Integrado, em conjunto com a Foreducation Edtech, parceira Google, realizou o Hackathon EDU 2024, a terceira edição promovida pela instituição. De quinta (18) a sábado (20), mais de 80 alunos do Ensino Médio e Fundamental II se dividiram em 18 grupos para criar jogos capazes de ensinar efetivamente seu público-alvo sobre os perigos, formas de prevenção e tratamento da dengue — um problema de saúde pública que todo ano afeta milhares de pessoas em nossa região.
“Nós fizemos novos amigos, assuntos surgiram, e muita criatividade também”, relata a competidora Sara Silva, estudante do Ensino Médio. “A gente está aprendendo coisas que eu nem sabia que existiam”. Para o aluno do Fundamental II, Christian Muñoz, a maratona é uma oportunidade de fazer o bem ao próximo. “São problemas que, muitas vezes, afetam bastante gente. Eu gosto de arrumar as soluções, eu gosto de ajudar os outros”, afirma.
A ideia é permitir aos alunos desenvolverem e aplicarem todos os conhecimentos aprendidos na escola, como as aulas sobre inovação; trabalho em equipe; pensamento computacional; pesquisa; entrevista; criatividade; comunicação; gestão de tempo, pessoas e processos; e a linguagem de programação Scratch. Em três dias, eles coletaram informações, desenharam o projeto, programaram o protótipo, planejaram a apresentação e, por fim, mostraram tudo isso em um "pitch de elevador", modelo consagrado no estilo do reality show Shark Tank.
“A experiência aqui dentro é algo que já acontece em grandes empresas pelo mundo”, explica o trainer da Google for Education, Lohran Galliote. “Isso é muito bom para o currículo do aluno e relevante para sua carreira, independentemente do que for seguir. Além das habilidades curriculares, a gente está desenvolvendo habilidades socioemocionais. É muito visível a evolução de quem participa”.
Premiação
Na sexta-feira (26), grupos concorreram aos prêmios das categorias individuais do processo (Melhor Design Thinking, Melhor Prototipação e Melhor Pitch) e na categoria geral (Campeão do Hackathon EDU 2024). Todos os trabalhos foram analisados pelos avaliadores convidados, que seguiram uma rubrica projetada pela Foreducation.
“Estamos despertando nos jovens o espírito empreendedor, de inovação”, comemora a empreendedora Cacá Navarro, sócia fundadora e diretora de Marketing da Dra. Cherie. Convidada para ser uma das avaliadoras do Hackathon, ela destaca a importância do fomento ao empreendedorismo feminino. “A gente vê grupos só de meninas ou com muitas meninas fazendo parte. Isso me deixa muito feliz, saber que temos futuras empreendedoras. E eu estudei aqui [no Experimental Integrado], então rever esse espaço é muito emocionante, lindo e nostálgico”.
Confira o grupo vencedor de cada categoria:
• Campeão geral do Hackathon EDU 2024
Shiny Robot (Giulia Milan, Beatriz Matizonkas, Priscila de Sousa)
• Melhor Design Thinking
Tech Cat (Luiza Rehder, Luiza Ruga, Vinícius Rehder, Guilherme Lopes, Maria Eduarda Zampolo)
• Melhor Protótipo
Bubble Five (Clara Varsone, Igor de Souza, Léo Moreira, Joaquim Escobar, Pedro Moreira)
• Melhor Pitch
Ibis 3.0 (Luis Otávio Moreira, Christian Muñoz, Henrique Padial, Rafael Bonifácio, Miguel Ramos)
Da ideia à apresentação
Além da experiência intensa, os participantes tiveram contato direto com especialistas do Departamento de Saúde de São João da Boa Vista: a chefe do setor de Vigilância Epidemiológica, a enfermeira Ludimila Barros Zan, e a agente técnica de saúde Marcia Cabral. Na ocasião, foram exibidos diversos dados e conteúdos sobre a dengue. Os alunos aproveitaram para tirar suas dúvidas e foram exibidas amostras do vetor — a fêmea do mosquito Aedes aegypti, das larvas e dos ovos.
Durante o desenvolvimento do protótipo, os alunos puderam customizar a camiseta oficial do evento como atividade de descompressão. O momento de relaxamento é importante para descansar e reduzir a agitação por conta dos prazos e negociações entre o time. Com a atividade artística, pode-se espairecer, o que ajuda no surgimento de insights e possibilidades de analisar a problemática por diferentes ângulos.
No terceiro dia, a instituição recebeu especialistas convidados para avaliar as soluções elaboradas:
• A ex-aluna do Experimental Integrado e empreendedora Cacá Navarro, sócia fundadora e diretora de Marketing da Dra. Cherie;
• O especialista em Vendas e Programação Neurolinguística (PNL), Aldan Neto, CEO e fundador da aceleradora de resultados Canal BW;
• O coordenador de Pós-Graduação e Internacionalização do Centro Universitário Unifeob, Rodrigo Marudi, líder do Google Development Group (GDG) de São João da Boa Vista e avaliador de startups do Sebrae.
“A principal dificuldade dos profissionais de hoje é a de resolver problemas”, relata Aldan Neto. “Usar a tecnologia para solucionar isso, desde cedo, traz para eles a análise crítica para saber como resolver um problema considerando os recursos que eles têm. Com certeza, quando chegarem ao mercado, serão profissionais incríveis”.
De acordo com Rodrigo Marudi, um método estruturado é fundamental para exercitar o pensamento criativo. “Aqui, as pessoas estão desenvolvendo seus perfis, entendendo sobre o mundo que as cerca e colocando em prática um pouco de sua criatividade de maneira organizada e inovadora, entendendo como as ideias nascem e se um projeto pode ser viável ou não”.
Com essa banca, os alunos precisaram mostrar o seu melhor durante as apresentações, que encantaram o público presente, professores e colaboradores do Experimental Integrado e a equipe da Google for Education. “Nossa escola dá a oportunidade para eles terem esse contato, tão jovens, com algo que vai agregar na vida acadêmica daqui alguns anos”, afirma a professora Maria Olívia Gaia. “Aqui eles já podem ter esse feeling, esse amadurecimento”.